Música

Los Angeles cria “Dia do The Doors” no 50º aniversário do 1º disco do grupo

Esta postagem foi publicada em 10 de janeiro de 2017 e está arquivada em Música.

A cidade de Los Angeles homenageou nesta quarta-feira (4) à lenda e legado de uma de suas bandas mais ilustres, ao proclamar o dia 4 de janeiro como o “Dia do The Doors”, uma declaração oficial realizada durante a comemoração do 50º aniversário do disco estreia do grupo comandado por Jim Morrison.

Os dois membros vivos do The Doors, John Densmore e Robby Krieger, assistiram ao lado dos familiares de Morrison e Ray Manzarek, uma cerimônia na praia de Venice, um local que possui uma forte ligação com o início da carreira do grupo.

Mais de 400 pessoas se reuniram sob o icônico letreiro de Venice, no cruzamento das avenidas Pacific e Windward, para ver como um sinal luminoso, o logotipo do The Doors sendo aceso em um entardecer frio e chuvoso.

John Densmore e Robby Krieger, que se mostraram orgulhosos de serem “de Los Angeles”, recordaram algumas passagens em Venice com o The Doors, como o apartamento de Ray Manzarek que custava US$ 75 por mês ou o café que inspirou a canção “Soul Kitchen”.

Também relembraram o terraço, “sem televisão e nem telefone”, onde Jim Morrison subia e que levou a versos como os de “Moonlight Drive”, que foram recitados nesta quarta sobre o palco: “Vamos nadar para a lua, vamos escalar a maré, penetrar na noite que a cidade dorme para esconder”.

“Eu vou provar que ele (Jim Morrison) não era o cantor, mas o baterista”, brincou John Densmore, antes de apresentar uma versão acústica da canção “L.A. Woman” com Robby Krieger ao violão.

 

 

Também discursou o vereador de Los Angeles, Mike Bonin, que afirmou que está fazendo meio século do lançamento de um disco, o primeiro do The Doors, que “transformou o rock and roll no mundo inteiro”.

“Los Angeles e Venice não poderiam estar mais orgulhosos de ser o lugar de nascimento de The Doors”, acrescentou Bonin, afirmando que escutar suas canções, o leva “a outro lugar, a uma terra de fantasia, imaginação e prazer”.

Fãs de todas as idades, desde velhos roqueiros a adolescentes, e de todos os estilos, desde admiradores de Pink Floyd e The Who, a amantes de Slipknot e Black Sabbath, se uniram para saudar a obra e influência de uma das bandas cruciais da contracultura californiana dos anos 1960.

Estes fãs levaram tudo que tivessem à mão com o nome de The Doors, ou com o rosto ameaçador e sedutor de Morrison, como camisetas, discos, gorros, posteres, livros e até placas personalizadas de carros.

A autenticidade de The Doors, que não procuravam fama, mas algo além e a profundidade de suas letras foram alguns dos pontos destacados pelos fãs sobre a importância musical da banda.

“Você está brincando? Nunca teria perdido a oportunidade de estar hoje aqui”, disse à Agência Efe Alice Palombella, uma jovem italiana, fã do The Doors que reside em Los Angeles.

“Cresci com eles porque são também a banda favorita da minha mãe”, completou Alice, ressaltando, além disso, que as letras do grupo são “como poemas”.

Lançado no dia 4 de janeiro de 1967, o álbum “The Doors” foi a assombrosa apresentação de uma banda que unia o rock, jazz, blues e certos detalhes de psicodelia como suporte para os enigmáticas letras de Jim Morrison.

Graças a canções como “Break on Through (To the Other Side)”, “Light My Fire” ou “The End”, o The Doors deixaram o circuito de salas do Sunset Strip para se tornar estrelas, não só pela eletricidade de sua música, com os sinuosos teclados de Manzarek, mas também pela polêmica que criavam a cada passo que davam.

Entre desordem pública e os escândalos de vários tipos, ficou para a história a controversa aparição do The Doors em ao vivo em rede nacional, no “Ed Sullivan Show”, em 1967, onde Morrison rejeitou mudar e cantou ao vivo um verso de “Light My Fire” relacionado com o consumo de drogas.

 

Fonte: Uol

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